20 dezembro, 2006

Paisagem



por volta de tres por dois e meio
um fogão no canto direito a frente de quem entra
uma geladeira no lado esquedo
do lado da parede imaginária
vinhos, que brotam dessa máquina intrigante
José buendia que o diga...
um outro fogão com outra função abaixo da janela.
um pandeiro surge,
que lugar fértil, as coisas aparecem...
raças cantam ao ao batuque, agora são dois pandeiros
uma voz, duas vozes,
novamente os Buendia ficariam entrigados com aquela bebida gelada
e olha que a noite estava quente.
um corpo inquieto segura um prato
será que esse é o passaporte que tanto esperava?
afinal de contas via-se impossibilitado do tranzito desejado.
e pensava que algum rito o levaria pra onde queria.
muitos ritos, risos e relatos
uns gesticulam muito
outros menos
alguem ouve e espera o mote
ninguem concorda, mas todos discordam juntos,
sobre o mesmo assunto.
felicidades a todos, é festa.

19 dezembro, 2006

Correndo no Vento


estava ali, existia e respirava
vestia uma blusa muito leve
e entreolhava as pessoas por cima dos óculos.
não transparecia dúvida
era uma pessoa especial
mas especial pra que e pra quem?
o que sabia fazer?
era uma intelectual, muda?
até aquele momento não me dava uma ponta de certeza.
levantou, sorriu me entregou um cartão e pulou pela janela.
"curso de voo livre Correndo no Vento"
instrutora com eximia experiência em voos duplos...

12 dezembro, 2006


passei um tempo distante de algo que era importante
mas as paixões efêmeras também me acressentaram
sei que pouco sai de onde queria não estar
e pouco fiz para modificar, se muito o fizesse também não adiantaria
agora quero plantar
quero colher no mato o que plantaram pra todos
e o tempo voltou a existir
mesmo não crendo na existencia cronológica
volto no tempo
e me aproximo novamente do que nunca estive perto.